Vozes do 8M, mini documentário do selo independente Molotov, é selecionado para Festival de Cinema

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Lisa Alves, da Molotov Produções: mini documentário em Festival de Cinema 

Com o tema O Movimento em Nós, o 13º Festival Taguatinga de Cinema, no Distrito Federal, quer “celebrar o cinema brasileiro de curta-metragem que emana a energia de vidas capazes de invenção e criação; de indivíduos e coletivos que atuam na rota dos afetos e estendem sua potência tão longe quanto podem, produzindo humanidade, respondendo criativamente à violência dos espíritos antidemocráticos e obscurantistas do nosso tempo, buscando saídas, soluções, desvios poéticos”. O objetivo está descrito na apresentação do evento, que contou com mostra competitiva aberta ao público em 22 de agosto de 2018. Dentre as produções exibidas, estava Vozes do 8M, do selo independente Molotov Produções. “A Molotov é um selo independente que surgiu com a intenção de dar uma identidade ao nosso trabalho, que tinha uma tendência mais experimental”, assim começa a contar Lisa Alves sobre o selo criado em 2011 para produção de vídeos, por ela mesma e Juliana Botão.

A ideia era mudar suas carreiras e trabalhar com algo que amavam e já faziam nas suas horas vagas. “A Molotov, a princípio, atende o mercado editorial de livros, com a criação de booktrailers, mas temos nosso trabalho autoral e parceria com artistas como músicos e performers”, continua. Lisa é escritora e atua na área de audiovisual com edição de vídeos. Faz parte do conselho editorial da revista de poesia e arte contemporânea Mallarmargens, faz parte do conselho editorial da revista Liberoamerica (Espanha) e resenha livros para a revista Incomunidade (Portugal). Nascida em 1981, é mineira (Araxá/MG) e mora atualmente no Rio de Janeiro.  Tem textos publicados em diversas revistas, jornais e páginas literárias no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Espanha, além de poemas publicados em onze antologias lançadas no Brasil, Argentina, Uruguai, Espanha e País Basco. Participou dos festivais de vídeo arte e poesia da UNISO (2013), “Bang” de Barcelona (2014) e o Festival Literário de Londrina” Londrix” (2014 e 2015). Lançou em em 2015 seu primeiro livro de poemas intitulado Arame Farpado  ( Lug Editora, RJ).

Juliana Botão atua na área cultural na parte de audiovisual, projetos gráficos, fotografia e artesanato. Participou de vários projetos fotográficos ligados com a temática de Brasília (espaços e meio ambiente), ambientalista, LGBTS e de movimentos sociais. Atualmente, é do Conselho Regional de Cultura do Núcleo Bandeirante.

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Juliana Botão, também responsável pela produção do mini documentário selecionado para o Festival

Molotov, como define a própria Lisa, é uma bomba caseira, produzida com matéria-prima barata e que causa grandes efeitos. “Por essa identificação, dentro do nosso processo criativo, optamos por usar esse nome”. Hoje em dia Lisa segue com a Molotov sozinha, trabalhando com parcerias, já que não há, não sua opinião, possibilidade de atender uma produção de forma solitária.  Para o futuro, o plano é construir parcerias de diversas áreas da arte e utilizar o selo Molotov para dar visibilidade à produção cultural independente.

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Hellen Cristhyan, fundadora da Casa Frida: curadoria e apresentação do documentário

O mini documentário Vozes do 8M é resultado de uma dessas parcerias, com A Casa Frida Lisa conta sobre a produção: “Em 2017 tivemos um 8 de Março unido à greve convocada por Angela Davis e Nancy Fraser”, relembra. “Suspeitamos que nesse dia a marcha teria uma presença maior de mulheres e pensamos em registrar o evento antes da marcha, expondo as diversidades de mulheres e de discursos”. Convidaram, então, Hellen Cristhyan, fundadora da coletiva Casa Frida e militante do movimento feminista do Distrito Federal, para fazer a curadoria e apresentar o documentário. Hellen  é conselheira regional de cultura de São Sebastião, ativista feminista periférica, produtora cultural e atualmente pré-candidata a deputada distrital. “A ideia foi registrar o evento antes da marcha, expor suas diversidades, discursos, artes e as diversas formas de mulheridade”, descreve Lisa, resumindo: “o mini documentário foi filmado dentro da proposta da Molotov: caseiro, independente e com toques de improvisação”.

 

 

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