“(…) golpes de navalha e cachaça: confira poema de Lilian Sais, autora de Acúmulo, (Editora Patuá, 2018)

Lilian Sais é escritora, pesquisadora e idealizadora, ao lado do também escritor Ricardo Terto, do projeto Literarteria, que busca reunir ensino e difusão, acessibilidade e conhecimento. Lilian e eu lançamos nossos livros (Acúmulo, dela, e Lua em Libra, meu) em São Paulo, no Patuscada, bar e livraria da Editora Patuá (casa publicadora de ambas), em agosto de 2018. Convidada a colaborar com o blog “Arte, transformação e identidade”, Lilian enviou o poema abaixo:

não paro de pé,

mas sigo

 

nada mais insolente

que a insistência

 

minhas vias são os vãos

e percorro todos,

 

veredas abertas a golpes

de navalha e cachaça:

 

se restam duas pernas

e dois braços

 

ainda pode ser bípede,

mesmo que por agora

 

rasteje.

 

*

 

(Esse poema faz parte da última das 5 partes do livro “Acúmulo”, intitulada “Minhas duas mãos quebradas”)

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